Adam Lambert (Queen + Adam Lambert) revelou o seu descontentamento com a indústria do rock enquanto cedia uma nova entrevista a Billboard.
Ao refletir sobre sua carreira musical passada, onde desempenhou “vários papéis” e também sobre a forma como o público reagiu ao seu som em seu novo projeto, Lambert admite que foi uma experiência de “tentativa e erro”:
“Foi uma experiência de tentativa e erro; Eu tive aquele primeiro single que foi meio sexy, e depois a performance em que beijei um cara e levei um grande tapa na cara por isso. Tive muito apoio da indústria desde o ‘Idol’, e acho que houve uma espécie de suspiro coletivo e agarramento às pérolas naquela apresentação. Eles não me viraram as costas, mas parecia que o público deu um passo para trás coletivamente.”
Adam Lambert releva que sente incomodado com um certo duplo padrão da indústria, onde, segundo ele, homens heterossexuais podem se expressar livremente sobre temas como sexo e amor, mas quando ele, um homossexual tenta fazer o mesmo, as pessoas ficam “perturbadas”.
A situação parece ter mudado um pouco no cenário musical atual, conforme ele observa, mas ele afirma que sempre houve dois pesos e duas medidas aplicados a esta questão:
“Tive que jogar naquele momento porque não ia perder a oportunidade. Então continuei seguindo em frente e fazendo minhas coisas. E, obviamente, há muito mais em mim do que apenas a minha sexualidade, mas isso é uma grande parte de quem eu sou. Romance, sexo e desgosto, vemos todos os nossos artistas heterossexuais favoritos cantando sobre todas essas coisas o tempo todo. Então, eu sempre fiquei um pouco frustrado com o duplo padrão desde o início, porque pensei, ‘Bem, por que não posso?’ O jogo, por um tempo, me fez perguntar como poderia forçar as coisas.”
