Em tempos onde se discute a utilização da IA no setor musical, conheça Cubicle Riot, a banda de hair metal gerada por IA que parece ter surgido diretamente dos anos 80.
Atualmente, há enormes debates e alertas sobre perdas de emprego por causa da automatização da IA, ao aumento da vigilância social e até mesmo sobre a IA autoconsciente que vai levar ao fim da humanidade.
A IA é capaz de compor músicas, criar arranjos e até imitar vozes de artistas com uma precisão impressionante. Esse avanço tem facilitado a produção musical, permitindo que artistas independentes e pequenas gravadoras criem músicas de alta qualidade com recursos limitados. No entanto, essa revolução tecnológica traz consigo várias consequências.
Uma das principais preocupações é a perda de autenticidade artística. Com a IA assumindo grande parte do processo criativo, a música pode se tornar mais homogênea, perdendo a singularidade e a originalidade que caracterizam grandes obras. Além disso, o uso de IA para replicar vozes de artistas falecidos ou criar colaborações “virtuais” levanta questões éticas sobre direitos autorais e a exploração da imagem dos artistas.
Outro impacto significativo é no mercado de trabalho. Profissionais como compositores, arranjadores e produtores podem ver suas funções reduzidas ou até substituídas pela tecnologia, o que pode levar a uma desvalorização dessas profissões e a uma maior concentração de poder nas mãos de grandes empresas tecnológicas.
Sendo assim, a IA pode ampliar a desigualdade no setor musical. Artistas que têm acesso às melhores tecnologias de IA podem produzir músicas mais rapidamente e com maior qualidade, deixando os menos privilegiados em desvantagem. Assim, enquanto a IA promete democratizar a produção musical, ela também pode acentuar disparidades existentes.
O uso desenfreado da IA
Em suma, o uso desenfreado da IA no setor musical traz inovações e desafios, exigindo um equilíbrio cuidadoso entre a adoção de novas tecnologias e a preservação da essência artística e ética da música.
Uma carta aberta assinada por Robert Smith do The Cure, R.E.M, Peter Frampton e vários outros, diz o seguinte:
“Algumas plataformas e desenvolvedores estão empregando IA para sabotar a criatividade e minar artistas, compositores, músicos e detentores de direitos. A IA representa enormes ameaças à nossa capacidade de proteger a nossa privacidade, as nossas identidades, a nossa música e os nossos meios de subsistência.”
Assim, se você ainda procura por um exemplo que justifique tais preocupações, então ouça “Dipping My N*ts In The Boss’s Cup Of Coffee” e “I Need To Let My Hog Breathe”, dois singles gerados por IA produzido por Cubicle Riot, uma banda gerada por IA e que vem do YouTuber Duck Fuss, que declara ser um fornecedor de “faixas de IA 100% sérias”.
Entretanto, existe a possibilidade de não serem realmente gerados por IA, mas por músicos da vida real se passando por IA.

