Quem acompanha a cena Classic Rock e Heavy Metal há algum tempo, certamente, já se deparou com diversas bandas rasgando elogios ao público brasileiro. Mas sabemos que existem aqueles músicos casca de ferida que resolvem emitir suas opiniões baseadas em fatores pessoais.
Pois é, caro amigo leitor, e não é que de um dos melhores públicos do mundo passamos a ser uma plateia rude e barulhenta que não sabe se comportar!?
Neste caso, e não quero ser desrespeitoso ao senhor Ian Anderson, líder do Jethro Tull, mas parece ser apenas a velhice se manifestando em forma de ranzinzice.
Em uma nova entrevista a Barry Robinson do Classic Album Review, o senhor Anderson emitiu suas opiniões sobre o tema. Na verdade, ele foi questionado sobre suas inspirações líricas para a música “Puppet And The Puppet Master”, do próximo álbum de estúdio da banda.
Bem, o vocalista não usou nem meia frase para explicar sobre a música. Ele achou melhor usar todo seu tempo para criticar as plateias que o incomodam. Veja a resposta:
“Quero me livrar da sensação de que estou de alguma forma tendo que cumprir os desejos e as demandas de outras pessoas. E quanto mais exigente o público é, a propósito, menos eu gosto disso, porque há ocasiões em que às vezes você obtém um público volátil devido às tendências culturais em lugares específicos. Eu poderia citar o Brasil, por exemplo, onde o público acha que é ok assobiar, gritar, vaiar e gritar os nomes das músicas que eles querem ouvir. Quer dizer, eu realmente acho isso incrivelmente rude, e eu realmente não gosto disso. Não é todo show que eu toco no Brasil, mas eu me deparei com isso algumas vezes no último ano em que eu estava em turnê no Brasil, e é assim que eles são.
Existem outros estereótipos nacionais onde as pessoas se comportam dessa maneira. Você vai encontrar isso às vezes nos EUA, onde as pessoas acham que é ok gritar e assobiar. Não é ok. Estou tentando me concentrar em tocar, às vezes, músicas bem difíceis, e não gosto de ser interferido. Gosto de ter a flexibilidade para poder fazer isso. E então, se o público tentar de alguma forma manipular você ou influenciar sua maneira de tocar, isso não é bom. Para mim, é absolutamente suficiente, no final de uma música, ver sorrisos nos rostos e alguém aplaudindo na hora certa. Isso significa tudo para mim. Não quero ser interrompido enquanto estou tocando.”

