Ozzy Osbourne, a lenda do Black Sabbath, faleceu aos 76 anos na manhã dessa terça-feira, 22 de julho, menos de um mês depois da reunião formação do original do Black Sabbath para o show de despedida em Birmingham, no último dia 5 de julho, e que também marcou a última apresentação solo de Ozzy Osbourne. Através das redes oficiais do cantor, a seguinte e breve nota foi compartilhada por sua família:
“É com mais tristeza do que meras palavras podem transmitir que temos que informar que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor. Pedimos a todos que respeitem a privacidade de nossa família neste momento.
Sharon, Jack, Kelly, Aimee e Louis.”
Ozzy Osbourne foi mais do que uma lenda — foi o pulso do heavy metal. Sua voz inconfundível, não apenas ecoou por décadas, mas moldou o próprio som do rock and roll por gerações inteiras. Ao lado do Black Sabbath, ele inaugurou uma nova era, onde os riffs eram sombrios, as letras desafiavam o medo e o peso da música era finalmente levado a sério. Depois, sozinho, ele mostrou que o caos podia ser arte, que a dor podia virar hino.
Mas mais do que a música, Ozzy era alma. Um homem quebrado, sincero, excêntrico — e por isso tão humano. Sua presença nos palcos era quase espiritual: um profeta do desajuste, dos rejeitados, dos que nunca se encaixaram. Ele não foi só o “Príncipe das Trevas”. Foi o pai do metal moderno, o símbolo de que, mesmo aos pedaços, ainda podemos gritar mais alto que o mundo.
Agora, enquanto as estrelas brilham um pouco mais forte lá em cima, a Terra se cala por um instante. O palco perdeu seu rei. Mas o eco de sua voz jamais vai embora. Porque Ozzy não pertenceu apenas ao rock — ele foi o próprio rock. E sempre será!
Descanse em paz, Ozzy Osbourne!

