O produtor e crítico musical, Regis Tadeu, esteve há alguns meses no podcast 22BrasilCast e não escapou de um questionamento que deixam os fãs e os haters do polêmico crítico musical curiosos: “Regis Tadeu é um personagem?”
Veja a sua resposta:
“As pessoas estão tão acostumadas com o bundamolismo generalizado que existe hoje, que elas pensam que eu sou um personagem. Os caras falam: ‘Não, o Regis não pode ser aquilo, cara.’ E eu respondo: ‘Você tem razão, eu não sou aquilo. Eu sou muito pior que aquilo.’
Uma vez, quando eu estava na Band ainda, eu cruzei com a Ivete Sangalo e uma produtora do programa nos corredores, e a Ivete sempre foi muito simpática comigo nas raras vezes que a gente se encontrou, ela disse: ‘Menino, esse personagem que você faz é maravilhoso.’ A produtora do programa olhou para ela e falou assim: ‘Que personagem? Ele é isso mesmo.’
Então sou aquilo mesmo. É que na verdade, as pessoas não conseguem entender que eu posso ser o que eu sou, mas eu tenho várias facetas; Dependendo do ambiente eu posso ser um pouco mais tranquilo, dependendo do ambiente eu posso ser um pouco mais galhofeiro, mais piadista, mais sarcástico ou menos sarcástico. Depende do ambiente. Mas não tem personagem, eu sou aquilo mesmo.
E se você, meu amigo e minha amiga está desesperado pensando: ‘Não é possível que o Regis seja aquilo’, sim eu sou sou.”
Indagado se ele já teve problemas por conta do seu jeito de ser, Regis disse:
“Nunca, zero. Porque as minhas críticas nunca são endereçadas à pessoa física, ao artista, é sempre ao trabalho, você está entendendo? Eu não vou chegar para um artista e falar que ele é um merda. Mas eu posso chegar para ele e falar que o trabalho dele é uma merda. São coisas muito diferentes. Eu estou falando sobre o trabalho dele.
Inclusive, eu tenho muitos amigos dos quais eu não gosto do trabalho musical. Não gosto, não curto. Fazer o que? O Angra por exemplo, eu sou amigo do pessoal do Angra, mas eu não gosto do trabalho do Angra, porque é um tipo de metal espadinha que eu não gosto, uma coisa muito rococó, muito pseudo épico, aquela coisa lírica forçada, eu detesto aquilo, cara.
Aliás, eu detesto power metal, tipo Blind Guardian, essas coisas, eu acho um negócio muito chato. E eu chamo pejorativamente de metal espadinha, que deixa os fãs ainda mais irritados e é uma coisa que me diverte muito.”

