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Ultraje a Rigor sofre derrota na Justiça após processar cartunista por charge “fascistas falidos”

Ultraje a Rigor sofre derrota na Justiça após processar cartunista por charge fascistas falidos

Crédito: Gilmar Machado Barbosa

Em junho deste ano, o Ultraje a Rigor e o radialista da Kiss FM, Titio Marco Antônio, protagonizaram um episódio que gerou muita discussão redes.

Tudo começou quando a Kiss FM decidiu cancelar a apresentação do Ultraje a Rigor no evento de comemoração do aniversário da rádio e do Dia Mundial do Rock, em 13 de julho. Titio Marco Antônio declarou através do X:

“Graças a Deus a Kiss repensou e decidiu cancelar o show de aniversário da rádio com a merda ultrajante do Ultraje a Rigor. Uma rádio tão importante como a nossa, merece uma festa de respeito e não um grupo de fascistas falidos.”

O Ultraje a Rigor cobrou um posicionamento da Kiss FM em relação à declaração do radialista:

“E aí, @Kiss_FM? Somos atacados por @marcokissfm, cancelam o show que seria feito no Dia Mundial do Rock (Data importantíssima) faltando 36 dias para o evento e é isso que temos como resposta?”.

A resposta dada pela rádio e a qual o Ultraje a Rigor se referia era a seguinte:

“Tratamos qualquer problema que possa acontecer em função de mensagens isoladas com muita seriedade e, por isso, reiteramos aos ouvintes e parceiros que as informações validadas pela Kiss FM estão nos canais oficiais da emissora.”

Mais tarde, a Kiss FM voltou atrás e a banda se apresentou no evento no Dia Mundial do Rock.

Ademais, o caso repercutiu muito e gerou muitas piadas e, inclusive, o famoso chargista Gilmar Machado Barbosa, fez uma charge ridicularizando a banda:

A banda moveu uma ação contra o chargista após a publicação de três charges nas redes sociais, nas quais foram chamados de “fascistas falidos”, além de Roger ser apontado como “racista” e “lambe botas de genocida”. Contudo, na semana passada, a justiça negou o pedido de indenização de R$ 30 mil dos músicos Roger Moreira e Marcos Kleine, contra o cartunista Gilmar.

A juíza Andrea de Abreu, da 14ª Vara Cível, proferiu a decisão.

Segundo a magistrada (conforme reprodução do portal Terra): “os integrantes da banda são figuras públicas que expressam suas opiniões políticas, e, por conta disso, estão sujeitos a receber críticas com a mesma intensidade.”

Além disso, a decisão considerou que as charges se basearam em posicionamentos políticos previamente manifestados por Roger, como uma postagem sobre racismo, e que Gilmar manifestou apoio a um radialista da Kiss FM, criticado pelos músicos após tê-los chamado de “fascistas falidos”.

A avaliação da juíza sobre as charges:

Embora uma das charges tenha conteúdo ofensivo, a juíza mencionou que era necessário compreender o contexto das declarações de Roger para associá-lo ao racismo. Quanto ao uso do termo “genocida”, a juíza considerou que se referia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Roger recebeu a classificação de “lambe botas”, expressão que, segundo a decisão, indicava um apoio fervoroso, algo que o próprio autor já manifestara publicamente.

Ao saber da decisão, Gilmar celebrou a “vitória da liberdade expressão, artística e jornalística.”

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