Ultraje a Rigor: Roger Moreira defende cantora criticada pelos roqueiros, “Ela foi atrás do que ela queria”

O vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, participou de um episódio recente do Redcast e compartilhou sua visão a respeito do funk, gênero musical detestado pelos roqueiros.

“Eu também acho o Funk o fim da picada. Mas eu não falo ‘Esse funkeiro é uma merda.’ Por que não é o caso. Todo mundo que vai lá no programa é artista, é colega, eu trato bem. Agora, eu pessoalmente não gosto, porque hoje em dia o cara compõe um compasso e repete aquele compasso ao longo da música, e fala em cima usando um autotune. Quer dizer, como música, originalmente, não é. Tem ali algum valor, algumas coisas… Tem uma frase americana, não sei quem falou: ‘Eu gosto de rap, é uma pena que só fizeram um.’ [Risos] Por que o resto é tudo igual.

Não é bem assim, é uma piada. Mas eu não gosto, ainda mais os temas, acho muito chulos. A gente falava palavrão, mas era de uma maneira mais engraçada. Mas hoje em dia é aberto, ‘Ah, ela gosta da minha pir*c@’, ‘a novinha quer sentar.’ As danças também são assim… É a cultura deles… Um baile que é uma put@ri@, um bacanal geral. Mas, enfim. Não estou fazendo campanha contra porque eu sei, eu tive a minha época e agora a época é outra.”

Roger também comentou o que pensa a respeito da cantora Anitta:

“Admiro muito a Anitta, por exemplo. Não as opiniões dela e não necessariamente a música dela, mas o fato dela ter saído de um ambiente pobre e hoje ela fala inglês, espanhol, e está lançando música nos Estados Unidos, ganha Grammy, tem crítica dela no The Economist, enfim, ela foi atrás do que ela queria, fez plástica para ficar com a cara que ela queria, é uma pessoa empreendedora.”

Após uma observação do apresentador que lembrou que o crítico musical Regis Tadeu afirmou que Anitta não tem uma carreira internacional como seus fãs dizem, Roger Moreira disse:

“Não, não tem uma carreira internacional. Mas tem uma carreira nacional que chegou a tocar lá. Chegou a ir e recebeu o Grammy latino. Eu fui convidado para ser jurado há uns 25 anos, e você tem que pagar uma mensalidade ou uma anuidade, uma coisa assim. Mas pô, eu vou escolher meus amigos! Eles pedem para ser imparcial, mas como é que eu vou ser imparcial se eu nem escutei as músicas da Colômbia, do Chile, do Perú? Eu vou votar por um brasileiro.

Então o Grammy latino não tem esse valor todo que dão aqui. Mas enfim, ela foi atrás, para ela era importante, ela foi atrás. Foi lá, lançou disco, se juntou com cantor americano, enfim, ela foi atrás. E ela é grande, é enorme aqui no Brasil, mesmo que não tenha uma carreira internacional. Então isso eu admiro realmente, porque independente da música que ela faz, da opinião dela que sinceramente… Mas, no lado empreendedor eu acho que ela foi muito bem.”

Assista entrevista completa de Roger Moreira ao Redcast:

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