Ultraje a Rigor: “rockeiro de direita tem Ramones, Elvis Presley, tem um monte. Não tem essa de ‘revolucionário é a esquerda'”

Roger Moreira, vocalista do Ultraje a Rigor, foi entrevistado pelo Pânico da Jovem Pan, e discutiu temas como redes sociais e cancelamento, música, política, a alcunha de “ex-rockeiro” ou “rockeiro conservador” que recebe dos rockeiros de esquerda.

Sobre ser pejorativamente chamado de “rockeiro de direita” e falar abertamente de seus posicionamentos sem temer a reação da galera do outro espectro ideológico, enquanto outros colegas do seu mesmo espectro ideológico preferem se calar, Roger declara:

“É a tal da espiral do silêncio. O pessoal tem medo de falar e eles se aproveitam disso, porque o cara não quer se comprometer. O que fez com que eu começasse a ser detonado foi falar mal do governo, e antigamente isso era normal, era um passatempo falar mal do governo. Era gostoso e saudável.

E por volta de 2016 eu estava falando mal do governo e de repente veio esse ataque coordenado contra mim, e aí eu comecei a estudar sobre isso, o que me deixou com mais nojo deste tipo de comportamento. falar da espiral do silêncio, escola de Frankfurt, Gramsci, e tudo isso não era uma coisa que eu ficava pesquisando, e eu falei, ‘Ué, o que está havendo?'”

Ao comentar sobre os ditos “caga-regras” que afirmam, ‘Rockeiro não é assim, rockeiro não é de direita’, Roger Moreira disse:

“Rockeiro de direita tem só os Ramones, Elvis Presley, tem um monte. Não tem essa de ‘revolucionário é a esquerda’. No momento é a direita, porque a situação é a esquerda.”

Sobre a posição política de Dinho Ouro Preto, de esquerda, que assumidamente fez o “L” e, recentemente contestou o atual governo, Roger comentou:

“É, o Digão dos Raimundos também é um cara que botou a cara a tapa, e eu conheço outros que não vou falar porque os caras preferiram ficar na deles. Mas também pelo menos não são isentões. Só não tocam no assunto.

Em São Saulo também, mas quanto mais você mora perto do Rio ou frequenta o Rio, parece que a influência da Rede Globo, de fazer parte da turminha, sabe? É bonito, né? Porque é romântico, ‘Ah, eu sou revolucionário, eu sou de esquerda’, e tal, e acho que é romântico, é bonito, mas é muito burro. tem exemplos por aí que a gente vê, não é pelos pobres, não tem nada a ver isso. Esse discurso não cola. É pela grana, é uma postura mercenária. Enfim, eu acho que até é uma questão de caráter.”

Assista na íntegra:

Relembre alguns sucessos do ultraje a Rigor:

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