Ultraje a Rigor: “eu sempre defendi o progresso e o capitalismo”, diz Roger Moreira

Roger Moreira, vocalista do Ultraje a Rigor, não agrada de forma alguma uma grande parcela de fãs de rock nacional, e isso é algo que ele também não tem a menor intenção de fazer.

Os roqueiros de extrema-esquerda o chamam de “roqueiro conservador”, “roqueiro de extrema-direita” e até mesmo de “fascista”. Roger atrai muito hate para si por conta de seus posicionamentos e por sempre opinar sobre os mais variados assuntos, principalmente questões políticas.

Recentemente, um ex-fã do Ultraje a Rigor disse a Roger Moreira:

“Ultraje a Rigor era tão bom, não aceito e nem sei como virou o que virou”.

Roger não deixou por menos respondeu:

“Na verdade, foi você que “virou”. Deixou levar-se pela lavagem cerebral da esquerda. Eu sempre defendi a mesma coisa: progresso e capitalismo, que sempre foi o melhor sistema para acabar com a pobreza.”

Nos tempos de polarização exacerbada na vida real e nas redes sociais que temos vivido, quando se é um fã de um artista ou banda, esse fã espera que seu ídolo tenha o mesmo posicionamento e ideológico que ele. Quando isso não acontece, essa banda passa a ser persona non grata e tudo que diz respeito à ela gera repulsa e muita agressividade.

Muitos fãs acabam deixando de ouvir determinadas bandas que sempre gostaram, quando seus integrantes começam a se posicionar publicamente e descobre-se que esses integrantes pensam o contrário de seu fã, no sentido político e ideológico – mesmo que as letras das canções desta banda já refletissem isso.

Muitos não conseguem separar o artista de sua obra. Isso acontece também com Roger Waters, ex-Pink Floyd, Ted Nugent, Rage Against The Machine, Bono, do U2, e temos exemplos disso no Brasil, com Fernanda Lira, da banda Crypta e Nasi, vocalista do Ira!, além de vários outros.

O Rock and Roll é um estilo que prega que cada um é livre para ser o que quiser, mas esse lema é ignorado com sucesso não só do Brasil, mas em outras partes de mundo. Entretanto, no Brasil, parece que a situação é ainda pior.

Por fim, fica a pergunta:

Como a polarização extrema nas opiniões políticas e sociais pode influenciar a percepção dos fãs sobre a autenticidade e a mensagem de uma banda, e até que ponto isso pode causar uma divisão entre a banda e seu público?

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