Lady Gaga: “Falavam que eu seria a próxima Madonna, e eu dizia: não, eu sou o próximo Iron Maiden”

Lady Gaga é um furacão que desafia rótulos, mas dizer que ela é mais roqueira que muito metaleiro de carteirinha não seria um exagero? Bom, o amor dela pelo heavy metal não é só pose ou estética, fato — é visceral, autêntico e transborda em momentos que mostram como ela carrega o espírito rebelde e intenso do gênero no sangue. Desde os primórdios da carreira, Gaga já dava pistas disso. Em 2009, no VMA, ela chocou o mundo com uma performance de “Paparazzi” que terminou com ela coberta de sangue falso, pendurada no palco, evocando o teatralismo exagerado de bandas como Alice Cooper e Rammstein. Aquilo não era só pop: era uma declaração de que ela entendia o poder do impacto visual e emocional que o metal sempre usou.

Gaga e o amor pelo Metal

Seu flerte com o metal ficou ainda mais explícito em 2011, quando ela colaborou com o lendário Brian May, do Queen, em “Yoü and I”. A guitarra pesada e o solo épico da música mostram que Gaga não estava só brincando de rock — ela queria canalizar aquela energia crua. Fora dos palcos, ela já foi vista inúmeras vezes com camisetas do Metallica e do Iron Maiden, e não como uma fashionista tentando ser “cool”, mas como alguém que realmente ouve “Master of Puppets” no último volume. Em entrevistas, ela já confessou que o Black Sabbath é uma de suas maiores inspirações, não só pela música, mas pela atitude de desafiar o status quo.

Um momento que resume o quanto Gaga é roqueira foi em 2017, quando ela se apresentou no Super Bowl. Enquanto muitos esperavam um show pop certinho, ela abriu com “Poker Face” misturada a riffs pesados e uma energia que lembrava o caos controlado de um show do Motörhead. Fora isso, Gaga nunca teve medo de mergulhar na escuridão que o metal abraça. Suas letras, como em “Bloody Mary” ou “Bad Romance”, têm aquela intensidade gótica e dramática que ecoa o que bandas como Type O Negative fazem tão bem.

“Viva no limite, ame forte, quebre tudo”

Ela não precisa provar nada. Enquanto alguns se prendem a dogmas do gênero, ela mistura metal, pop, eletrônica e arte performática sem pedir permissão, mas com um respeito genuíno pelas raízes do rock. Ela é a personificação do lema “viva no limite, ame forte, quebre tudo”. No fundo, Lady Gaga não é só fã de heavy metal — ela é a própria atitude que o metal sempre defendeu.

Em uma entrevista de Bruce Dickinson à Corus Radio em setembro de 2015, o vocalista do Iron Maiden disse que o sentimento que Gaga tem pelo Maiden é recíproco, além disso, ele afirmou que ela é melhor que Madonna:

“Acho ela ótima e concordo com ela: ela não é a próxima Madonna. Ela é muito melhor do que isso.

Primeiramente, ela canta — ela tem uma voz incrível — [e] é uma instrumentista muito boa. E tem um ótimo senso de drama. E qualquer um que pudesse aparecer em uma cerimônia de premiação vestido de sanduíche de bacon tem o meu voto. Quer dizer, ela é ótima.”

A citação de Lady Gaga sobre o Iron Maiden surgiu durante uma entrevista da cantora ao CR Fashion Book, onde ela disse:

“Eu sempre dizia às pessoas, quando elas diziam: ‘Ah, ela é a próxima Madonna’. Não, eu sou o próximo Iron Maiden. Aqueles caras lotavam estádios, e ainda lotam. E é por causa da cultura da música, da poesia tão poderosa, que sempre que os fãs se reúnem, eles se unem na essência do que o Iron Maiden representa.”

Por fim, relembre alguns momentos de Lady Gaga com seus ídolos do rock e do metal:

Lady Gaga e Metallica

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