Durante uma nova entrevista a AXS TV, Alice Cooper contou como ele deixou de ser filho de um pastor para se tornar um “vilão do rock”. Além disso, Alice explicou como enfrentou reações negativas ao longo dos anos por seu personagem e como costumava misturar sua vida pessoal com seu personagem no palco.
Alice ganhou fama de “Rei do Shock Rock” por ser pioneiro em levar performances teatrais e chocantes para o palcos do rock and roll. Ele incorporava elementos de horror, suspense e macabro em seus shows ao vivo, algo que até então ninguém nunca tinha visto. Suas apresentações incluíam guilhotinas, cadeiras elétricas, cobras, sangue falso e cenários que lembravam filmes de terror. Isso criou uma experiência única e visualmente impactante para o público e, consequentemente, isso se tornou um diferencial de Alice para os demais artistas do gênero da época.
Como tudo começou para Alice no mundo do rock, ele conta:
“Eu acho que desde o começo eu vi que eu era um zagueiro que viu na linha, o rock and roll estava cheio de heróis, os Beatles, os Stones, Elvis… Mas não havia vilões do rock, não havia uma Capitão Gancho para todos estes Peter Pans e eu vi isso eu pensei, ‘Eu adoraria interpretar o vilão’. Eu adoraria ser o Capitão Gancho do rock and roll e ser um humorista, e meio que deixá-los se preocupar se esse cara é real ou não.
Alice Cooper era um personagem, era algo que eu tinha que inventar. Eu vi as pessoas dizendo, ‘De onde você tirou esse visual?’ e eu pensei, ‘Ok’. Primeiro, eu vi Barbarella e vi a rainha negra que tinha canivetes saindo de seu casaco de couro e eu pensei ‘vou anotar isso’. E então o que quer que tenha acontecido com Baby Jane, a coisa mais assustadora sobre aquele filme foi a maquiagem de Betty Davis.
Ela tinha maquiagem branca que estava rachando e a maquiagem dos olhos estava fora e os lábios… E eu pensei, ‘Sim’, se eu adicionar isso a isso tenho terei um vilão de aparência bastante devastadora.”
Sobre a origem do nome Alice Cooper, ele comentou:
“As pessoas querem pensar que veio do tabuleiro Ouija, que veio de uma bruxa do século XVIII e todas essas coisas. Mas éramos nós sentados lá pensando qual seria o nome da senhora mais doce do quarteirão que faz biscoitos para as crianças… Eu estava pensando em Betty Crocker, mas depois pensei em Alice Cooper. Eu disse que esse é o nome mais americano de avó que consigo pensar.”
