Bird Box Barcelona é um filme espanhol de suspense e terror de 2023 dirigido por David Pastor e Àlex Pastor.
Trata-se de uma versão espanhola do filme de 2018, adaptado do romance de 2014 de Josh Malerman, Bird Box.
No filme original, estrelado por Sandra Bullock, presenciamos um mundo pós-apocalíptico invadido por criaturas perturbadoras e misteriosas que os espectadores não conseguem ver. Isso pode ser considerado um ponto positivo, visto que muitos filmes usam em demasia a imagem de seus monstros, assombrações, e afins, e acabam reduzindo seu impacto nos telespectadores quando aparecem.
Mas no filme, as pessoas que olham para as criaturas acabam enlouquecendo e tirando suas próprias vidas.
O primeiro filme, no entanto, não se preocupou em explicar a origem desses seres, o que eles são e a razão de estarem ali, o que deixa tudo muito nebuloso, cercado de mistérios e teorias.
Eu, na minha ingenuidade, acreditei que o novo filme, Bird Box Barcelona’, fosse revelar de onde essas criaturas vieram e qual o propósito de estarem ali (ledo engano). Tais criaturas têm o poder de manipular a mente das vítimas e se manifestar na forma de outra pessoa para enganá-las, como se elas estivessem tendo uma espécie de “visão divina”.

Bird Box Barcelona é bom?
Em Bird Box Barcelona, seguimos um pai, Sebastian (Mario Casas), e sua filha Anna (Alejandra Howard), tentando sobreviver em meio de todo aquele caos, e que acabam se deparando com grupo de sobreviventes desconhecidos. A partir daí, surgem algumas dúvidas…
O que vai acontecer agora? Será que essas pessoas são confiáveis? E se forem pessoas com intenções ruíns?

O filme conseguiu se manter interessante e intrigante até determinado momento (primeira meia hora aproximadamente), e só.
Depois começaram as confusões, as coisas sem explicação e bateu aquela velha sensação de “será que eu vou perder meu tempo?”.
Apesar disso, quero ressaltar alguns pontos que me chamaram a atenção.
Vamos a eles:
- O visual esteticamente é muito bem trabalhado, a palheta de cores muito bem distribuída, a iluminação é muito bem utilizada e extremamente importante para que o espectador consiga ter uma noção do ambiente em que os personagens estão e o que está ao redor deles.
Eu, particularmente, detesto quando os personagens estão em um ambiente escuro onde eu não consigo ver nada.
- Há alguns efeitos digitais que não comprometem, mas também não flertam com o realismo das filmagens do filme em sua grande parte.
- Os atores, mesmo sendo bons, ficam presos à narrativa que não consegue avançar nem apresentar uma construção decente que sustente a trama em cerca de uma hora e cinquenta minutos de duração do filme. Com isso, não dá para se afeiçoar muito à eles.
Entretanto, quero fazer um adendo: as personagens coadjuvantes interpretadas por Georgina Campbell (Noites Brutais) e pela atriz mirim, Naila Schuberth, se destacam.

Ao meu ver, Bird Box Barcelona não conseguiu desenvolver o conceito ou ideia principal do filme, e acabou prejudicando a trama por preferir ficar na zona de conforto por puro medo de errar a mão.
Há muitas coisas não explicadas, falhas no desenvolvimento do roteiro e situações rebuscadas, contudo; a direção se salva, consegue ser minimamente competente.
Minha experiência com Bird Box Barcelona pode ser resumida na frase: “seria melhor não ter visto”.

Ademais, o filme tinha todos os elementos necessários para expandir o universo de Bird Box, tornar tudo mais interessante e desenvolver melhor o que já tínhamos visto no filme original, mas não quis arriscar e acabou sendo uma coisa chata, demorada, sem impacto e sem emoção.
Por fim, minha nota para o filme é 5.
Veja a aprovação do filme no Rotten Tomatoes.
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