Quarenta anos de estrada, incontáveis shows e uma legião de fãs fiéis: essa é a jornada do Capital Inicial, um dos pilares do rock brasileiro. Desde seus primeiros acordes na efervescente cena punk de Brasília até os grandes palcos do país, a banda liderada por Dinho Ouro Preto se reinventou, sobreviveu a tempestades e manteve acesa a chama do rock nacional. Com letras que capturam a alma das ruas e melodias que ecoam nas memórias de gerações, o Capital Inicial não é apenas uma banda; é uma trilha sonora que atravessa décadas e continua a ressoar, provando que a energia do rock é eterna.
O rock brasileiro, desde suas raízes, sempre foi uma expressão de rebeldia e contracultura, refletindo as tensões e transformações sociais do país. Nos últimos anos, esse espírito de contestação tem se manifestado de forma ainda mais intensa, com a polarização se tornando um tema central tanto nas letras quanto nas atitudes das bandas e artistas.
Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, foi entrevistado pelo Estadão, e aproveitou para falar sobre a polarização vigente nas redes:
“Olha, eu digo o que penso. Me considero de centro-esquerda. O extremismo me preocupa. Antes da eleição, fiz o L, perdi dezenas de milhares de seguidores. Em alguns momentos críticos da história do Brasil você precisa se pronunciar. Somos uma geração engajada, mas também não quero que o Capital vire um palanque. Eu não sou um ativista, sou um músico”.
Além disso, Dinho Ouro Preto comentou sobre o radicalismo das pessoas e não poupou o atual presidente Lula:
“Você não pode achar que metade do Brasil que votou no Bolsonaro é fascista. Não é possível, não dá para ser. Uma grande fatia disso engloba os antipetistas, os conservadores… Mas daí a dizer que são fascistas é extrapolar. Do mesmo jeito que isso vale para a esquerda também. Você tem dentro do PT gente bastante simpática a regimes totalitários. Inclusive, o Lula volta e meia faz elogios a autocracias, algo que tenho dificuldade de engolir. Mas usar a palavra ‘comunista’ para servir a todo mundo da esquerda me parece incorreto. E o inverso também me parece errado. Nem todo mundo que é de direita é fascista. No entanto, há uma parte da direita que foi acampar na frente dos quartéis. Esses aí… não sei bem, me lembram um pouco o integralismo.”
Leia a entrevista completa: https://www.estadao.com.br/cultura/musica/fiz-o-l-mas-nao-quero-que-o-capital-vire-um-palanque-diz-dinho-ouro-preto/
por fim, relembre alguns dos maiores sucessos do Capital Inicial:
