O Capital Inicial comemorou os 25 anos do seu Acústico MTV no último fim de semana durante a segunda edição do Doce Maravilha que aconteceu no Jockey Club do Rio de Janeiro.
Durante a apresentação, a banda recebeu alguns convidados especiais como Kiko Zambianchi, Zélia Duncan, Denny Conceição e Marcelo Sussekind.
Em entrevista ao TMDQA!, Dinho Ouro Preto conversou sobre a atemporalidade das músicas do Capital Inicial, que até os dias atuais segue cativando tanto os fãs antigos quanto as novas gerações em sua trajetória de quarenta anos. Dinho reflete:
“Acho que o texto contribui bastante. Eu acho que o Capital, assim como a Legião, a nossa turma de Brasília, a gente vem de uma costela do Punk Rock. A gente começou muito por causa do Punk Rock, bandas da primeira geração do Punk Rock, como os Ramones e os Sex Pistols, em volta dessa ideia.
Essa primeira geração tinha uma ideia brilhante que era o ‘faça você mesmo’, sabe? O Rock não deve ser uma coisa que sai dos conservatórios. O Rock deve ser uma coisa que sai das ruas. Então, quanto mais simples a música e mais direta a mensagem, melhor. E eu acho que isso favoreceu o nascimento de inúmeras bandas em Brasília, fez com que as músicas dessas bandas sejam essencialmente muito simples. Você pode pegar o seu violão e tocar, e é legal, eu gosto que seja assim. Não há nenhum devaneio. As letras são muito simples, não tem momentos em que você não entende o que tá sendo dito ou por que que tá sendo dito, e as harmonias, as músicas também são bastante simples.
Eu acho que isso, talvez, seja algo que através das décadas continue sempre interessando a garotada. O cara pode pegar o violão dele em casa e tocar, e o que está sendo dito diz respeito a ele. São assuntos diários, são assuntos relevantes, são introspecções universais que todo mundo tem. Ou são comentários do dia a dia do Brasil que dizem respeito a todos os brasileiros.
Acredito que a combinação dessas coisas faz com que a coisa acabe encontrando ressonância em outras gerações. Pode passar o tempo que for, as pessoas ouvem aquilo e se veem. Se identificam, conseguem se conectar com aquilo, com aqueles mesmos assuntos. São como se fossem atemporais. Mas fico me fazendo a mesma pergunta, porque eu também não sei a explicação. Essa me parece a mais plausível.”
O Capital Inicial é uma das bandas de rock mais duradouras e bem-sucedidas do Brasil, com uma carreira que se estende por mais de quatro décadas. Eles são conhecidos por seu compromisso com o rock e por se manterem conectados com seu público, adaptando-se às mudanças no cenário musical ao longo dos anos.
O sucesso comercial do Capital ajudou a popularizar o rock entre o grande público no Brasil. Dessa forma, álbuns como “Capital Inicial” (1986) e “Independência” (1987) apresentaram hits que se tornaram hinos do rock nacional.
Além disso, a banda desempenhou um papel fundamental na consolidação do rock brasileiro, especialmente vindo de Brasília, uma cidade que se tornou um epicentro para o gênero nos anos 1980.
Por fim, entre seus maiores sucessos estão “Primeiros Erros (Chove)”, “Natasha”, “À Sua Maneira”, “Fogo”, “Música Urbana”, “Fatima”, “O Passageiro”, “Independência”, “O Mundo” e “Veraneio Vascaína”.

