Christopher Nolan retorna aos cinemas em 2023 com ‘Oppenheimer’, filme biográfico sobre o pai da bomba atômica.
O filme chega aos cinemas em 20 de julho.
Estrelado por Cillian Murphy (‘Peaky Blinders’), no papel de J. Robert Oppenheimer, o elenco ainda conta com Emily Blunt, Florence Pugh, Robert Downey Jr. e Matt Damon.
Em entrevista ao Wired, Christopher Nolan comentou o seguinte sobre
“A história de Oppenheimer me acompanha há anos. É uma ideia incrível – as pessoas fazendo esses cálculos, observando a relação entre a teoria e o mundo real e decidindo que há uma possibilidade muito pequena de destruir o mundo inteiro. E ainda assim eles apertaram o botão.
Quero dizer, é literalmente o momento mais dramático da história. Na história.
Minha impressão sobre Oppenheimer foi que muitas pessoas sabem o nome, sabem que ele esteve envolvido com a bomba atômica e sabem que aconteceu outra coisa que complicou sua relação com a história dos Estados Unidos. Mas não mais específico do que isso. Francamente, para mim, esse é o público ideal para o meu filme. As pessoas que não sabem nada e vão fazer a viagem mais louca. Porque é uma história selvagem.”
J. Robert Oppenheimer, um renomado físico teórico, nasceu em 22 de abril de 1904 em Nova York. Ele estudou em Harvard e na Universidade de Cambridge, onde desenvolveu um profundo interesse pela física quântica. Contribuiu significativamente para a teoria quântica e a física de partículas elementares.
No entanto, sua trajetória tomou um rumo diferente quando ele se uniu ao Projeto Manhattan durante a Segunda Guerra Mundial. Oppenheimer liderou uma equipe de cientistas em Los Alamos, Novo México, onde coordenou os esforços para construir a primeira bomba atômica. Como diretor científico, uniu talentosos pesquisadores e coordenou suas pesquisas de forma eficaz.
Graças ao seu trabalho incansável, o Projeto Manhattan obteve sucesso em 16 de julho de 1945, com o teste bem-sucedido da primeira bomba atômica, chamada de “Trinity”. Esse evento histórico marcou o início da era nuclear e teve um impacto profundo na história e na consciência humana.
Após a guerra, Oppenheimer desempenhou um papel significativo na política científica e defendeu o controle de armas nucleares. No entanto, enfrentou acusações de simpatia pelo comunismo durante a era do macarthismo nos Estados Unidos. Apesar das dificuldades pessoais e profissionais que enfrentou, seu legado como cientista e líder do Projeto Manhattan permanece indelével.
Em resumo, seu trabalho resultou no teste bem-sucedido da bomba, marcando o início da era nuclear.
Além disso, ele desempenhou um papel importante na política científica e foi defensor do controle de armas nucleares.

