A icônica “Beat It”, de Michael Jackson, estava quase se tornando uma canção de heavy metal, segundo o guitarrista e renomado músico de estúdio Steve Lukather, do Toto.
Em entrevista ao The Guardian, Steve não economizou nos elogios ao lendário produtor musical Quincy Jones, que morreu recentemente em 3 de novembro, aos 91 anos.
Ao relembrar o processo de composição de “Beat It”, Steve Lukather contou que a canção estava se tornando mais “pesada” do que deveria:
“Fizemos tudo ao contrário: o vocal principal de Michael e o solo de guitarra de Eddie Van Halen foram feitos com alguns pequenos overdubs, mas sem nenhuma faixa de clique.
Jeff Porcaro fez uma faixa de clique e depois uma parte de bateria, e eu toquei um monte de partes de guitarra realmente selvagens, porque eu sabia que o solo de Eddie estava nela – eu estava fazendo um hard rock de verdade, um riff de quatro faixas.”
Em seguida, ele comentou como Quincy Jones os alertou que a música estava ficando “metal” demais, e os orientou sobre o que fazer através de um telefonema:
“Quincy nem estava lá; ele estava no Westlake [Recording Studios] fazendo overdubs em ‘Billie Jean’ enquanto estávamos consertando ‘Beat It’ — então estávamos no telefone e ele dizia: ‘É muito metal, você tem que se acalmar. Tenho que colocar na rádio pop! Use o amplificador pequeno, sem tanta distorção.’
Quincy é o único cara que consegue fazer um álbum solo sem tocar ou escrever nada. De alguma forma, não importa o que ele fizesse, havia um som Quincy Jones, mesmo que ele não tocasse, cantasse, escrevesse ou o que quer que seja. Ele era um diretor.”
“Beat It” faz parte do sexto álbum de Michael Jackson, o clássico “Thriller” de 1982.
Relembre o icônico videoclipe de “Beat It”:


