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Crypta: “a cena brasileira é composta por guerreiros, da maior banda que nos representa que é o Sepultura, à banda que está começando agora”, diz Fernanda

Crypta a cena brasileira é composta por guerreiros, da maior banda que nos representa que é o Sepultura, à banda que está começando agora, diz Fernanda

Photo By: Aldis Jordans

Durante uma nova entrevista ao canal Amplifica, a vocalista e baixista da banda Crypta, Fernanda Lira, abordou as dificuldades encontradas pelas bandas na cena metal brasileira e, relatou como a cena brasileira é vista pelos gringos e como ela apresenta a cena do Brasil quando concede entrevistas para sites gringos.

Segundo Fernanda, a cena brasileira é riquíssima e feita por músicos guerreiros. Muitas bandas de qualidade estão lutando por um lugar ao sol em um país onde as coisas por si só já são mais difíceis. Fernanda admite que vez ou outra contou com um pouco de sorte, mas teve oportunidades. O que não acontece com muitas bandas. Para Fernanda, faltam mais oportunidades para as bandas brasileiras mostrarem o seu trabalho e o quão alto é o nível do metal brasileiro.

As portas precisam se abrir para as bandas brasileiras tanto aqui, no nosso país, e também lá fora.

Veja a declaração da líder da Crypta no trecho a seguir:

“Eu tenho um orgulho enorme em dizer que eu sou brasileira, que eu sou latino-americana, que eu faço parte parte da cena brasileira e latino-americana do metal. Isso eu falo em praticamente em todas as entrevistas da gringa, porque o pessoal pergunta muito sobre a cena do Brasil, e eu falo ‘a cena do Brasil é incrível, é uma cena muito rica, temos muitas bandas e, acima de tudo, é uma cena muito guerreira.’ A cena latino-americana de uma maneira geral, por que nós sabemos o quão difícil é viver no nosso país…

E você gostar de um gênero, se embrenhar em um gênero que ainda é muito estereotipado, que ainda enfrenta muito preconceito, e tal. E bancar isso, porque a gente sabe que exportação sempre foi um problema, esse lance de exportar instrumentos, por mais que hoje tenham muitas facilidades. Às vezes o pessoal viaja pra gringa e consegue trazer uma guitarra; Mesmo assim, é muito mais difícil do que para uma banda banda americana, para uma banda europeia.

Então, a cena brasileira é composta por guerreiros, da maior banda que nos representa que é o Sepultura à banda que está começando agora, somos todos muitos guerreiros, de verdade, por que não é fácil. Não é fácil ensaiar, não é fácil comprar um instrumento, não é fácil cair na estrada. Então o meu maior orgulho e o nosso maior ponto positivo é que uma cena muito guerreira. Uma cena que é muito resiliente e apaixonada e eu acho que isso se transmite para a música.”

Assista na íntegra:

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