Fernanda Lira, vocalista e baixista da banda Crypta, concedeu uma nova entrevista Rock Hard da Alemanha, e revelou quem são as suas principais influências no contrabaixo e qual músico de metal extremo teve maior importância em sua carreira.
Sobre qual banda ou músico a inspirou a querer aprender o instrumento, Fernanda disse:
“Acho que foi Gene Simmons do Kiss, porque foi a primeira banda que me infectou com o vírus do rock ‘n’ roll quando eu tinha seis ou sete anos. Na época, o Kiss tinha acabado de lançar o álbum “Kiss Unplugged”, que eu adorei e serviu como minha porta de entrada para o mundo do Kiss. Quando mudei do violão para um baixo de verdade, Steve Harris do Iron Maiden foi minha principal influência. Eles foram a segunda banda que me cativou completamente. Markus Grosskopf também foi importante porque tive que praticar a música ‘Power’ do Helloween para uma audição com uma banda. Maiden e Helloween foram minhas principais influências por muito tempo.”
Ao abordar os músicos de metal extremo que mais a influenciaram, ela declarou:
“Definitivamente Steve DiGiorgio (Testament), embora eu também deva mencionar Alex Webster (Cannibal Corpse). Os dois me influenciaram de maneiras diferentes: Steve me inspirou com seu estilo de tocar. Ele é tão criativo que você só precisa ouvir seus álbuns com Death e Sadus. Isso abriu meus olhos para o que era possível no metal extremo no baixo. Alex, por outro lado, é a influência mais importante no que diz respeito ao som. Gosto de graves agudos, já apreciei isso de Steve Harris, Geezer Butler (Black Sabbath) e Geddy Lee (Rush). Quando comecei a tocar thrash e posteriormente death metal, pensei em como poderia incorporar esse som mais típico do heavy e power metal nesse tipo de música. Como sou uma grande fã do Cannibal Corpse, comecei a prestar mais atenção no baixo de Alex, percebendo que ele tem o som de baixo perfeito para metal extremo. Sempre que tenho que explicar ao mixer do estúdio o que tenho em mente para o som do baixo, menciono obras de Alex Webster. Às vezes respondem: “Mas isso é uma amostra sonora dos anos noventa!”, ao que eu respondo: “E daí? Esse é o melhor som de baixo!”
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