David Ellefson elogia o Metallica por não usar faixas pré-gravadas, “essa é a beleza de uma performance humana real”

David Ellefson, baixista do Dieth e ex-Megadeth, discutiu o uso de faixas pré-gravadas ou programada cada vez mais recorrente em shows ao vivo. A utilização abusiva de tais recursos gera muitas discussões. A maioria, pelo menos entre os fãs de metal, considera o uso de faixas pré-gravadas uma desonestidade com os fãs. Enquanto há alguns músicos que defendem a utilização do recurso, o seu uso com moderação, outros acreditam que a tecnologia está lá para ajudar os cantores a proporcionar o melhor espetáculo para os fãs, portanto, deve-se utilizá-la sem restrições, como acredita o vocalista Blackie Lawless, do W.A.S.P, por exemplo.

Durante uma nova entrevista concedida a WSOU 89.5 FM, David Ellefson opinou sobre o uso de faixas pré-gravadas:

“Uma coisa sobre música ao vivo é, olha, são humanos, e é real, e você vai cometer alguns erros. E às vezes, os erros são lindos. Às vezes, momentos acontecem.

Pode ser tão simples quanto alguém esquecer uma música no setlist, e você acaba tocando a próxima música, ou alguém aparece para se juntar a você para uma jam, o que é típico do Metal Allegiance, e de repente, há um momento em que você pensa, ‘Caramba. Isso foi tipo, arrepios nos braços.’ Então, para mim, essa é a beleza de uma performance humana real.”

Ellefson citou duas bandas veteranas consagradas que não utiliza estes recursos e lotam estádios ao redor do mundo:

“Metallica, eles não utilizam. Você vai ver o AC/DC, eles não também não estão rodando fita, sabe o que quero dizer? E algumas bandas precisam, é parte da produção delas. Mas eu gosto quando o máximo do elemento humano pode acontecer.

“Eu gosto disso porque acho que é por isso que estamos pagando, é o quão rápido e forte isso pode ir, e fazer algumas curvas sem sair dos trilhos? E se sair dos trilhos, é como, ‘Oh, bem, é rock and roll.’ Então, eu acho, acho que esse é um sentimento que tenho como artista também.”

Ele acrescentou:

“Eu ouvi uma vez, e eu meio que sigo assim: há o show que você queria dar, o show que você gostaria de ter dado, e então há o show que você realmente deu. Esses são os três ‘shows’ em cada apresentação.”

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