Edu Falaschi, ex-vocalista do Angra, comentou a respeito das diferenças entre os guitarristas que trabalharam com ele ao longo de sua carreira, e também eram seus parceiros de composição.
Durante uma entrevista recente ao Ibagenscast, ao ser questionado por um internauta sobre as diferenças entre Roberto Barros, Kiko Loureiro e Marcelo Barbosa, Edu Falaschi respondeu:
“É difícil falar, comparar é foda… Os três são muito bons, cada um com a sua característica, e são três grandes parceiros. Teve o Rafa também… O Rafael Bittencourt que também fiz, né?
“Sempre tive bons guitarristas do meu lado. Demian Tiguez, do Symbols. Eu toquei com muita gente boa, o Paulo Schroeber… Então eu tive guitarrista de sobra para me ajudar a fazer as coisas que eu queria, e todos eles são bem especiais.
“O Roberto, a gente trabalha até hoje, é o cara que está comigo levantando a bandeira desse projeto, dessa trilogia que a gente está escrevendo e, ele é um cara completo. Eu sempre falo isso porque além da sorte de ter tido bons guitarristas ao meu lado, o Roberto, além de tocar violão muito bem, ele toca jazz muito bem, ele conhece um monte de harmonias, compõe também. Então me ajuda muito. Preciso de uma parada moderna, ele vai lá e faz. Ele sabe fazer direitinho, ele tem a linguagem, não é só saber fazer, ele tem a linguagem.
“Se eu quiser uma parada meio worship, meio sem de igreja, ele também tem a linguagem, entendeu? Preciso de um jazz tradicional, o cara tem a linguagem, preciso de um violão clássico, ele tem a linguagem. Então, eu fiquei um pouco mal acostumado, porque você fica meio sem limites. Eu preciso de um som assim e eu sei que o cara vai fazer.
“Temos um jeito de trabalhar muito próprio e que ajuda muito a acelerar o processo e ao mesmo tempo atrasar também, porque ele é um cara muito perfeccionista como eu. Eu acho que a gente nunca pegou uma primeira ideia e já usou, a gente sempre busca ver se está bom mesmo. Com o Kiko também era assim, com o Barbosa também.
“Eu sempre fui um pouco sortudo e acabo ficando meio mal acostumado de ter esses caras do meu lado. O Rafael, para composição é surreal, dá até medo! Ele é tipo, bizarro, assim, o jeito que ele constrói as estruturas das músicas, a noção melódica e harmônica dele para construção de voz e corais, cara… Eu aprendi muito. Eu ficava sempre de olho nos caminhos que ele seguia. Então eu sempre tive grandes compositores e grandes guitarristas do meu lado que me ajudaram muito a construir as músicas que eu fiz durante a minha carreira.”
