O Guns N’ Roses é, sem dúvida alguma, uma das mais famosas da história do rock. Mesmo quarenta anos depois de seu surgimento, hinos como “Sweet Child O’ Mine”, “November Rain”, “Don’t Cry”, “Welcome to the Jungle”, “You Could Be Mine”, “Paradise City”, “You Could Be Mine”, entre outros sucessos continuam ecoando mundo afora.
No entanto, todo mundo sabe que a famosa banda de Los Angeles não era flor que cheirasse, e lidar com seus integrantes não era algo para qualquer um. Antes de lançarem seu primeiro álbum “Appetite for Destruction” em 1987 (um sucesso mundial), pode-se dizer que a fama de “encrenqueiros”, “brigões”, “selvagens”, “incontroláveis” e etc, fez com que vários empresários duvidassem do potencial e do talento daquela pedra bruta e, praticamente ninguém queria pegar aquela “bucha” para gerenciar.
Isso só até um empresário neozelandês chamado Alan Niven preferir abraçar a causa, em vez de só pular fora como os demais, quem sabe a sorte estaria ao seu lado?
Rapidamente, o empresário foi conquistado pela inteligência e charme do guitarrista Slash, como ele mesmo revelou ao podcast “Appetite for Distortion”.
Além disso, a gravadora estava pensando em abandonar o barco por não acreditar que existia algum potencial naqueles carinhas do tal Guns N’ Roses.
“Eles eram um bando de fodidos que a Geffen queria largar. Eddie Rosenblatt [ex-chefe da Geffen] queria largar a banda antes que ‘Appetite for Destruction’ fosse gravado. Quando eu entrei a bordo e assinei um contrato com eles, aparentemente, Rosenblatt disse a Zutaut que ele me daria três meses para dar a volta por cima e fazer com que parecesse produtivo, caso contrário, a banda estava fora.
Tom não me disse isso até anos depois, a propósito. Mas quando eu entrei a bordo. No que diz respeito à Geffen, se eu não fizesse parecer real dentro de três meses, eles seriam descartados. Eles eram demônios. Ninguém queria gerenciá-los. Por que eu os estava gerenciando? Porque todo mundo disse não… Quero dizer, [nenhum] deles queria fazer isso. Eu também não queria fazer isso para começar. A sedução, para mim, foi na verdade Slash, quando percebi: ‘Oh, ele é realmente inteligente e charmoso. Há um pouco.’
Foi aí que comecei a me deixar levar. Mas eu era uma figura de autoridade para todos eles. Agora, eles passaram por todas as investidas. Eles eram um desastre completo. A gravadora queria se livrar deles. E foi aí que eu entrei. Quando saí, eles tinham acabado de lotar o Estádio de Wembley. Acho que fiz o meu trabalho. Acho que fiz bem o meu trabalho, e a forma como fiz o meu trabalho era a forma como eu tinha que fazê-lo para obter os resultados. Agora, você vai dizer que eu não fiz o meu trabalho?”
“Appetite for Destruction” vendeu mais 30 milhões de cópias no mundo todo.
Assista a entrevista completa em seguida:
