Rob Halford, vocalista do Judas Priest e ícone do Heavy Metal, amado por gerações e inspiração para uma infinidade de músicos do Metal e Rock and Roll, foi entrevistado pela revista Roadie Crew em sua #280 edição, e conversou sobre o desafio de assumir a sua homossexualidade publicamente em 1998, durante uma entrevista à MTV.
Àquela altura, Rob Halford disse:
“É um momento maravilhoso quando você sai do armário. Agora que fiz isso, me libertei. (…) Obviamente, este é simplesmene um dia maravilhoso para mim”.
Em sua nova entrevista para a Roadie Crew, Halford recordou daquele momento libertador.
Ele pôde ser livre para ser quem realmente era e falou sobre os desafios que teve de enfrentar e vencer após a revelação:
“Quando dei aquela declaração à MTV, sinceramente não me dei conta do quão importante isso seria. Aquilo aconteceu antes da internet, então a informação se disseminou a passo de tartaruga. Veja o que aconteceu quando (a cantora) Billie Ellish se declarou bissexual em 2023. O mundo pegou fogo por 48 horas e em seguida seguiu em frente. No meu caso, foi um processo demorado e só depois de um tempo eu me dei conta do que tinha acontecido. Pensei: ‘Muito bem, o que acontece depois disso?’ Hoje não tenho dúvida de que me tornei uma pessoa melhor porque pude derrubar todas as barreiras que tinha criado ao meu redor para me proteger – e principalmente para proteger a banda. Se eu estivesse no Judas naquela época (Halford esteve fora do grupo de 1992 a 2004) e ainda não tivesse assumido, será que eu teria feito esse anúncio? A vida apresenta umas coisas lindas a você e que às vezes estão fora do seu alcance. Essa foi com certeza a melhor oportunidade para eu declarar quem eu sou”.
Em 2022, Rob Halford teve um encontro com a cantora country americana e defensora da causa LGBTQIA+ Dolly Parton, durante o Rock and Roll Hall of Fame.
Ao relembrar daquele encontro importante, o vocalista do Judas Priest declarou:
“Olha, de alguma forma, até instintivamente, eu sabia que iria conhecê-la. Sempre conto a história da avó da minha mãe, que era clarividente, e acredito que eu tenha herdado um pouco disso, porque algo dentro de mim falou: ‘Você vai conhecer Dolly Parton em alguns dias’. Logo mais, chegaram alguns e-mails no nosso escritório e Dolly entrou em contato comigo. Aí, ela me perguntou: ‘Você concordaria em cantar Jolene comigo? (single mais conhecido de Parton, lançado em 1973) E eu, sendo um cara gay, já fiquei pensando: ‘Não tenho nada apropriado para vestir!’ (risos) Mas eu sei que ela gosta de brilhar e eu também gosto de brilhar, então o que usei naquela noite foi mais do que apropriado.”
Ele também falou sobre a experiência de conhecer Dolly Parton:
“Quando nos conhecemos no ensaio, tivemos uma conexão imediata. Ela logo disse: ‘Eu amo sua barba!’. E começou a acariciá-la. Foi surreal! Eu estava diante daquela lenda viva e ela estava mexendo na minha barba! (risos) Em seguida, ela disse: ‘Então você vai cantar Jolene comigo!’ Eu me senti como se estivesse flutuando”.
