Durante uma recente entrevista ao Collider, a atriz Linda Blair, conhecida mundialmente por seu papel como Regan, a garota possuída do clássico “O Exorcista” de 1973, contou a sua experiência ao trabalhar com o lendário diretor William Friedkin, e falou sobre o processo de criação de “O Exorcista”.
Vale lembrar que na época não existia CGI, portanto, Friedkin exigiu os melhores efeitos especiais; efeitos esses que recebem elogios até os dias de hoje.
“Ele precisava do melhor da maquiagem, e eles trabalharam de três a seis meses na maquiagem com os testes. Começou como uma máscara completa, e ele reduziu para o mínimo porque queria que o público sempre visse Regan como eu , não como Frankenstein ou um personagem diferente onde você não pudesse ver que era eu. Ele achou isso muito importante, então ele pressionou os efeitos para serem os melhores, e isso era difícil de fazer no rosto de uma criança e conseguir tão mínimo.”
Linda Blair chama William Friedkin de “gênio incrível”.
No filme, os efeitos especiais e maquiagem convincentes enfatizam a noção de que a possessão demoníaca pode acontecer em qualquer família comum e com crianças. O longa é altamente elogiado por suas atuações. O filme recebeu 10 indicações ao Oscar, tornando-se o primeiro filme de terror a receber uma indicação de Melhor Filme, com Ellen Burstyn, Jason Miller e Blair recebendo indicações para atuação.
Detalhando a atuação e o enredo do filme, ela lembra “uma enorme quantidade de ensaios”.
“Ele me pressionava cada vez mais e fazia coisas que me tiravam da minha zona de conforto e que eu não gostava. Ele estava criando o personagem, o que eu realmente não entendia. Uma criança, e ele estava determinado a não usar um adulto que se parecesse com uma criança. Muitas pessoas pensavam que Regan deveria estar doente, e é por isso que o demônio entraria, mas não era isso que ele queria. Eu era a garota Cinderela e tinha feito comerciais quando era uma criança muito feliz e saudável. Ele adorava pegar [isso] e simplesmente destruí-lo. [risos] Isso foi difícil para mim! O projeto demorou muito e ele foi muito intenso.”
Por causa de sua idade, Blair diz que Friedkin teve que andar na linha tênue e muitas vezes ele a preparava para coisas que aconteceriam durante as filmagens (principalmente com seus colegas de elenco):
“Ele me avisou, e tivemos essas conversas em particular sobre o que ele provavelmente iria fazer e disse: ‘Isso é o que vai acontecer, e aconteça o que acontecer, não se mova. Não saia do personagem.'”
Por fim, Blair chama o produto final de “uma produção perfeita”. Além disso, ela só tem elogios ao falecido Friedkin:
“Ele tinha um olho perfeito e era um gênio incrível.”
Recentemente, Blair fez uma breve aparição na sequência ‘O Exorcista: O Devoto’ que conquistou uma aprovação de 22% dos críticos do Rotten Tomatoes.
Este é o primeiro de uma nova trilogia com produção da Blumhouse através de uma parceria com a Universal Pictures.
De acordo com o The Hollywood Reporter, a Universal Pictures desembolsou cerca de US$ 400 milhões para garantir os direitos de produzir a nova trilogia dirigida por David Gordon Green – valor que inclui o lançamento nos cinemas e no streaming Peacock.
