Luiz Carlini: “Fruto Proibido é o melhor disco da Rita Lee. Ela ela foi a rainha do rock nesse disco”

Em entrevista ao Pitadas do Sal, o guitarrista Luiz Carlini, falou sobre o álbum de Rita Lee e Tutti-Frutti, “Fruto Proibido”, de 1975, e sobre sua parceria com Rita.

“Fora as músicas que estão assinadas como parceria, eu sou autor de coisas que nem são mencionadas, fora da parceria. No processo de criação eu dava opiniões, ou me pediam. Então, a parceria é realmente muito maior que isso que está editado.

“Para citar uma lembrança especial, eu gosto de citar que eram músicas que simplesmente apareciam, porque nosso contato era tão grande, era uma banda que vivia junto. Nós íamos ao cinema juntos, nós nos encontrávamos todo dia, íamos fumar e compor na casa da Rita e ficávamos muito tempo trabalhando.

“O ‘Fruto proibido’ e o ‘Entradas e Bandeiras’ foram criados durante o carnaval, a gente se trancava na casa dela, comprávamos tudo o que o que precisávamos e passávamos o carnaval inteiro compondo, alinhando e organizando para depois do carnaval entrar no estúdio e fazer o disco. Esses dois discos que foram feitos nesse processo e, como a gente não gostava de carnaval, nós ficávamos no rock and roll [ risos ]

Para Carlini, “Fruto Proibido” é o melhor disco da Rita Lee:

“De toda a obra é o melhor disco da Rita Lee. Depois desse disco, evidentemente, a carreira dele tomou um outro rumo, ela se tornou uma cantora mais popular, de muito sucesso, inclusive. Passeou pela MPB, pela Bossa-Nova, pela Disco Music… Mas ela foi a rainha do rock nesse disco, no ‘Fruto Proibido’, é com o Tutti-Frutti que ela é a rainha do rock. Nem com os Mutantes era.

“O ‘Fruto proibido’ é um disco tão feliz nessa fase, na minha fase de criação, de crescimento, de formação como guitarrista, um jovem com vinte e poucos anos… E a gente trabalhava muito, sempre muito afim, estávamos muito dedicados em manter a banda junta.

“O resultado é esse disco. Os textos da Rita são maravilhosos. O Tutti-Frutti deu muito certo nesse começo porque nós fazíamos arte, não fazíamos business. Não estávamos preocupados em fazer balada para tocar em novela… Não existia isso. Existia o que a gente estava sentindo, se a música tivesse que ter dez minutos, foda-se. Era arte com essa pegada, com essa autenticidade.”

Em seguida, assista a entrevista completa:

Por fim, mate a saudade dos grandes sucessos de Rita Lee:

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