M3GAN foi um dos lançamentos mais aguardados desse ano. É uma produção que chama a atenção gerando altas expectativas.
Apesar de parecer carismático e com grande potencial, se perde na tentativa de agradar o público geral, deixando de lado todo terror. E o resultado não empolga.
Tem uma história interessante e desperta a curiosidade provocada por toda divulgação, mas não revoluciona.

A narrativa é lenta e transita entre drama, comédia e suspense. É recheado de conveniências de roteiro e raso, não se aprofundando em nenhum aspecto.
Faz uma leve crítica aos pais modernos que enchem seus filhos de tecnologia para não precisarem “lidar” com eles.

A boneca é bem feita e realista, rendendo cenas icônicas. Os efeitos especiais e a fotografia são ótimos. As cenas de morte foram cortadas e “suavizadas” devido a classificação etária que foi alterada para atender o público juvenil, já que o marketing foi todo focado nisso. E graças a isso conseguiu garantir uma sequência, além de ter na produção James Wan e Jason Blum consagrados por filmes como “Invocação do Mal” e “Sobrenatural”, o que é mais um motivo para arrastar multidões até os cinemas.
M3GAN cumpre seu papel de entreter, mas decepciona quem espera um filme de terror. É no máximo um suspense nível sessão da tarde.
Redigido por: Julianne Lima
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