M3GAN: o marketing funcionou, mas e o filme? Vale a pena? A gente conta para você!

A nova promessa do terrIr da Blumhouse, ‘M3GAN‘, perdeu uma grande oportunidade de fazer frente à outras grandes produções do gênero por não saber aproveitar e extrair o máximo da boa premissa que tinham em mãos. O longa traz algumas sátiras bacanas, tem momentos divertidos mas, se você espera ver sangue jorrando, tripas voando, membros decepados e cabeças rolando, você vai ficar um pouco desapontado(a). O gore não rola por aqui, desista disso. A matança quase não acontece e quando acontece não tem impacto algum.

Mas eu gostei de ver algumas cenas mais cabulosas acontecendo em plena luz do dia e não a noite (isso foi ousado) e nem sempre dá certo. A obra também dispensou o uso de jumpscare’s ridículos e sem efeito nenhum, ponto positivo.

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O filme conta a história de uma engenheira de robótica chamada Gemma (Allison Williams) que trabalha para uma renomada empresa de brinquedos de última geração e precisa criar algo novo para não ser demitida pelo chefe.

Além de ser pressionada na empresa, Gemma ficou com a custódia de Cady (Violet McGraw) sua sobrinha de 9 anos que perdeu os pais recentemente em um acidente de carro.

Com tantos afazeres para se preocupar e sem tempo para cuidar da sobrinha, Gemma tem a ideia de criar uma boneca androide (M3GAN) que possa auxiliá-la a cuidar da criança servindo como uma babá movida à inteligência artificial, ou seja, M3GAN tem a função de cuidar das coisas “pequenas” para que os pais tenham tempo para as “grandes”, e esse é o invento inovador de Gemma que vai fazer os olhos do chefe brilharem.

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O filme levanta alguns questionamentos importantes com relação ao futuro tecnológico e os perigos que isso implica, visto que a boneca altamente tecnológica pode não só auxiliar os pais na criação dos filhos, mas também substituí-los. Preocupante, não?

Como se não bastasse, a boneca se transforma em uma “Skynet” se rebelando e dando fim em qualquer um que magoe ou tenha a intenção de machucar a garota. M3GAN consegue escanear o rosto das pessoas e identificar o que elas estão sentindo (medo, raiva, confusão, dúvida, confiança, etc).

M3GAN não traz nenhuma novidade às tramas que tratam desse tipo de assunto com foco em inteligência artificial que termina por se rebelar contra os humanos, e em vários momento até dá pra saber o que vai acontecer.

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Mas como eu mencionei, M3GAN acaba se tornando um filme que dá um bom entretenimento pela diversão, por não se levar a sério e pelas sátiras que se referem à tecnologia atual, uma delas é a dancinha do Tik Tok que viralizou com o trailer do filme, e à algumas personalidades do ramo da tecnologia. No final das contas, quem salva o filme é de fato a boneca robótica e descontrolada que muitas vezes me deixou torcendo por ela. O roteiro tem vários furos, e você precisa se esforçar para ignorar a falta de responsabilidade e a ausência de preocupação de alguns personagens, que por sua vez, pouco ou nenhum carisma têm, com exceção das personagens centrais Gemma e Cady.

Minha nota para M3GAN é 6. E você já assistiu ao filme? Conta pra gente o que achou dessa sensação do momento.

Redigido por: Flavia Reis

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