O diretor de “Napoleão”, Ridley Scott, está simplesmente “cagando e andando” para as críticas ao seu novo épico histórico estrelado por Joaquin Phoenix interpretando o infame imperador francês e Vanessa Kirby no papel de sua esposa, Joséphine de Beauharnais.
As críticas ao longa-metragem na França são muitas, embora em outros países a recepção esteja bem melhor, como o crítico Peter Bradshaw, do The Guardian, que deu cinco estrelas para o filme. Já a QG francesa descreveu o filme como “profundamente desajeitado, antinatural e involuntariamente engraçado” para ter personagens franceses falando com sotaque americano.
O jornal diário Le Figaro o descreveu como “Barbie e Ken sob o Império”, enquanto o biógrafo de Napoleão, Patrice Gueniffey, disse à revista Le point que a reescrita da história feita por Scott é “muito anti-francesa e muito pró-britânica”.
Contudo, Scott rebateu as críticas dizendo em entrevista à BBC, que “Os franceses nem sequer gostam de si próprios”. Confrontado com as críticas negativas vindas de França, ele acrescentou: “O público para quem mostrei em Paris adorou.”
Questionado sobre a precisão história do drama biográfico, e solicitado a responder a tais verificadores de fatos históricos, Scott respondeu ao The New Yorker: “Consiga uma vida”.
“Fiz muitos filmes históricos”, acrescentou Scott recentemente à revista Total Film sobre a precisão histórica do filme. “Acho que estou lendo o relato de outra pessoa 100 anos depois do evento. Então eu me pergunto: ‘Quanto eles são românticos e elaborados? Quão preciso é isso? Sempre me divirto quando um crítico me diz: ‘Isso não aconteceu em Jerusalém’. Eu digo: ‘Você estava lá? Essa é a porra da resposta.’”
Napoleão chega aos cinemas em 23 de novembro.
