Noel Gallagher está de saco cheio da agenda ‘woke’ em festivais: “todo mundo sabe o que está acontecendo no mundo, caralho”

Noel Gallagher, ex-vocalista e guitarrista do Oasis, recentemente criticou o festival Glastonbury e a agenda “wonke” que tem predominado em muitos festivais, em que diversas bandas e artistas fazem questão de se posicionar sobre assuntos extra-música, mais especificamente, a política.

Em entrevista ao The Sun (via The Guardian), Noel Gallagher declarou:

“Está ficando um pouco woke agora, aquele lugar, é um pouco enfadonho e ficam sinalizando virtudes. Eu não gosto disso na música – pequenos artistas agitando bandeiras e fazendo declarações políticas e bandas subindo ao palco e dizendo: ‘Ei pessoal, a guerra não é terrível? Vamos todos vaiar a guerra. F*da-se os conservadores, cara’, e tudo isso. É tipo, olha – toque suas músicas de merda e caia fora.”

Noel acrescentou:

“Doe todo o seu dinheiro para a causa – é isso, pare de tagarelar sobre isso. Digamos, por exemplo, que o mundo está em um lugar meio f*dido… o que todas as crianças em um campo em Glastonbury vão fazer sobre isso? Todo mundo sabe o que está acontecendo no mundo do caralho, você tem um telefone no seu bolso que lhe diz de qualquer maneira. Qual é o sentido de sinalizar virtude?”

O Festival de Glastonbury é um dos maiores e mais renomados festivais de música e artes performáticas do mundo. Acontece anualmente em Worthy Farm, perto da vila de Pilton, em Somerset, Inglaterra.

Não é segredo que o Glastonbury abraçou às causas ligadas à esquerda no decorrer dos anos, principalmente questões ambientais. Dessa forma, Glastonbury abordou o conflito Israel-Palestina, a crise imobiliária do Reino Unido e outros assuntos.

A cultura “woke” é um movimento social que se concentra em estar ciente e agir contra injustiças e desigualdades sociais. A palavra “woke” vem do inglês, e significa “desperto” ou “acordado”. Essa cultura incentiva as pessoas a estarem “acordadas” ou conscientes sobre questões como racismo, sexismo, desigualdade econômica, direitos LGBTQ+, e outras formas de discriminação e opressão, mas também gera batalha cultural e política.

Leia a entrevista completa aqui.

Veja também

Deixe seu comentário

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

PLAYLIST MM

Mais recentes

PUBLICIDADE
- PUBLICIDADE -