Pitty: “não consigo ficar parada no que o rock era. Sou artista do meu tempo e do futuro”

A cantora Pitty foi um dos nomes mais marcantes do rock nacional do início dos anos 2000. O álbum “Admirável Chip Novo” (2003) foi um marco para o rock brasileiro e consolidou a Pitty como uma das principais vozes do cenário nacional.

A cantora misturava rock alternativo e influências de punk, o álbum trazia letras marcantes e críticas sociais. Músicas como “Máscara”, “Teto de Vidro” e “Admirável Chip Novo” se tornaram hits e conquistaram a juventude da época.

Hoje, Pitty é criticada por alguns fãs e parte da crítica por ter mudado seu som e se afastado do estilo rock mais agressivo e direto que marcou sua carreira no início dos anos 2000.

As críticas surgiram especialmente após o lançamento de álbuns como SETEVIDAS (2014) e Matriz (2019), onde ela incorporou elementos mais experimentais, como influências da MPB, reggae e eletrônico, além de letras com uma pegada mais introspectiva.

Em entrevista ao Estadão, a roqueira comentou sobre isso:

“Eu não consigo ficar parada no que o rock era. Sou artista do meu tempo e do futuro. E não por necessidade de mercado. Tenho essa inquietude desde minha adolescência. Isso dá trabalho. Precisa ser feito com coerência artística. Mas, o que é o rock? Ele tem muito mais a ver com o conteúdo do que a forma, não é?”

Pitty cantou como convidada especial no show Planet Hemp no Rock In Rio 2024.

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