Raimundos: Digão sobre a saída de Rodolfo, “não tive chance de me preparar. Ele tirou a minha renda. Eu me fodi. Isso que me deixou chateado”

Digão, guitarrista e vocalista dos Raimundos, participou recentemente de um bate-papo com Mateus Starling, onde conversou sobre a trajetória dos Raimundos, suas influências na guitarra, a censura que houve contra músicas da banda e, falou sobre a saída traumática do vocalista Rodolfo, que deixou Digão com mágoa durante muito tempo.

“A saída do Rodolfo foi muito ruim pra mim. Pra mim e para todo mundo mundo da banda. Foi péssimo. Eu tinha acabado de comprar uma casa financiada, e então ele tirou a minha renda. Eu me fodi. Eu estava com uma casa super difícil de vender, e aí só aconteceu merda. Só deu merda pra mim, e isso me deixou muito chateado por que não me deu a oportunidade de me preparar. É isso que me deixou muito chateado. Mas eu perdoei. Mas é aquilo, quando acontece uma coisa muito ruim na sua vida, você vai sucumbir ou você vai aprender uma casa lição? Foi o que eu fiz. Eu aprendi uma grande lição e eu disse, ‘eu nunca mais vou me apoiar em outra pessoa, minha vida não vai depender de uma outra pessoa para que eu tenha minhas coisas. Não. Eu dependo de mim.”

Além disso, Digão revelou que os Raimundos está trabalhando em um novo álbum e acredita que o disco irá “furar a bolha”. Ao falar sobre o seu estilo de tocar, Digão mencionou seus guitarristas favoritos, entre eles, Dimebag Darrell, falecido guitarrista do Pantera.

“Eu não sou um guitarrista virtuoso. Nunca fui, nem é minha pretensão ser. Mas os meus solos, eles contam uma historinha legal. Eu acho que o solo legal não é solo que é pentatônicas com não sei o quê e blá blá blá. Não. É o solo que conta uma uma história. É por isso que eu gosto do Dimebag. O Dimebag é muito técnico, mas os solos dele contam uma história. não é só [debulhar]. Não. tem uma canção, o solo é uma canção, assim. É uma melodia. Aí eu acho do caralho.”

Digão acrescentou que o Slash tem essa mesma característica:

“Ah o Slash é total assim. O solo dele é uma música dentro da própria música. mas eu sou uma coisa meio Kerry King, o Kerry King é tosco, eu gosto por que ele é tosco, e eu sou meio tosco também, mas acaba acertando. Acabam as notas ficando legais. Eu sempre construí meus solos assim cara. Eu não estudo os solos antes não, eu vou e faço uma cosa, ‘ah ficou legal’, aí eu guardo, aí vou a partir dali, vou e faço outra parte. Depois eu vou e aprendo o solo.”

Digão também mencionou Jerry Cantrell, do Alice In Chains:

“O Jerry é um monstro. Nível hard de bom gosto. Eu sou muito fã do Cantrell.”

Assista entrevista completa:

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