Se prepare para uma jornada Sci-fi imperdível com um novo filme do gênero intitulado “Resistência”.
Estamos na reta final de 2023 e fazendo um retrospecto sobre longa metragens lançados até o momento, poucos foram aqueles que me chamaram a atenção de fato e /ou me fizeram sentir vontade de revê-los em lançamentos futuros.
Posso estar enganado, no entanto não me recordo se tivemos nos primeiros nove meses do ano, filmes impactantes do gênero Sci-fi. Mas se os tivemos, honestamente não me recordo de ter me causado algum impacto positivo.
Felizmente, essa impressão negativa é quebrada com a chegada de “Resistência”, longa-metragem que estreou nos cinemas brasileiros no finalzinho de setembro, no dia 28 do referido mês.

Referências:
Orçado em 80 milhões de dólares, e dirigido pelo britânico Gareth Edwards (Rogue One, Godzilla, Star Wars, Episode VIII), o thriller mistura de forma inteligente aquela fórmula perfeita entre ação e ficção científica, garantindo ao telespectador bons momentos de diversão e satisfação após seus minutos finais.
Trazendo uma amálgama de referências que vai desde Robocop, Equilibrium, Oblivion, Eu, Robô, Blade Runner, Exterminador do Futuro, O Vingador do Futuro, Inteligência Artificial, Matrix e Star Wars. Além disso, existe um leve flerte com Avatar, mas o longa consegue entregar ao telespectador a diversão a que se propõe em seus 135 minutos de duração.
Sinopse:
Terra, ano 2065, após a explosão de uma bomba atômica em Los Angeles matando milhões de pessoas, o planeta testemunha a guerra sangrenta entre a raça humana e robôs em busca do “Criador”, arma poderosa capaz de destruir a humanidade.
No meio desta guerra está Joshua Taylor (John David Washington) um ex-agente das forças especiais americanas que tem sua esposa desaparecida, liderando uma equipe de agentes com a missão de caçar e matar o maior inimigo da humanidade chamado de “O Criador”.
Sem saber ao certo com quem está lidando, Joshua descobre que a arma letal que ameaça acabar com a humanidade a qual ele foi instruído a destruir, é na verdade uma inteligência artificial na forma de uma aparente e inofensiva criança, interpretada pela pequena e estreante Madelyne Yuna Voyles.

O homem e a máquina:
Enquanto Joshua segue com sua missão de destruir o inimigo, paralelamente o governo americano investe pesado a fim de destruir qualquer um que esteja ligado a I.A, em busca do controle total, sob a acusação de que as máquinas visam exterminar a raça humana.

Enquanto isso, Joshua vive um dilema entre cumprir sua missão como soldado em nome do seu país, ou aniquilar a pseudo ameaça a qual ele teria que combater. Porém, os sentimentos começam a gritar mais forte e um vínculo de amizade e afeto nasce entre homem e máquina, fazendo com que Joshua comece a perceber que há algo errado em sua missão, e que mentiras foram plantadas em sua mente.
A ameaça das I.A:
Além do controle dos Estados Unidos sobre as máquinas, haja visto que o governo americano não enxerga a existência da I.A como algo realmente bom decidindo banir toda e qualquer máquina de seu território, “Resistência” faz referências claras e sem rodeios ao domínio americano sobre os vietnamitas, mostrando inclusive cenas de um Vietnã futurista, mas não descartando vitimas inocentes no meio de mais uma guerra.

Alternando momentos de ação e emoção, o longa oferece ao telespectador uma história interessante e muito bem contada através das interpretações da dupla Jonh e Madeleine.
Trazendo um cenário visual impressionante, o longa usa e abusa da criatividade, mostrando um mundo totalmente diferente do que vivemos atualmente, com seus cenários e construções futuristas que envolvem o telespectador que embarcar na beleza de sua fotografia.
O avanço desenfreado da tecnologia:
Abordando de forma fenomenal a velocidade desenfreada da tecnologia avançada, bem como a negativa do quanto a raça humana ainda tem dificuldades de aceitar o que lhe é “diferente”, o longa consegue entreter, e ser acima de um tudo um ponto reflexivo que nos faz imaginar como serão as construções terrenas nos próximos 40, 50 ou 60 anos.
Por outro lado, o filme mostra também como seria a relação sadia entre homem e máquina, vivendo pacificamente lado a lado, partilhando inclusive profissões como policiais e médicos por exemplo.

Um fator interessante em “Resistência” segundo seu diretor, é que algumas cenas foram gravadas em locações reais, fugindo dos adventos da tecnologia avançada. Dentre estes lugares estão Japão, Tailândia, Nepal, Vietnã, Indonésia e Camboja.
Atuações:
Conduzido por um bom elenco e excelentes efeitos visuais, o filme consegue prender a atenção do telespectador que nem percebe o lugar comum onde John David permanece durante todo o tempo. Faltou um pouco mais de “fermento” para que o personagem dele crescesse, porém esta falha provavelmente seja reparada através da atuação de sua pequena parceira Madeleine, que mesmo sendo estreante consegue cativar e encantar ao mesmo tempo.
Se alguém conseguiu roubar a cena (literalmente falando) este alguém certamente foi a pequena Madeleine, que trouxe além de sua bela atuação, uma dose cavalar de doçura e de carisma a história.
N do R: Não é provável que tenhamos aqui um daqueles arrasa quarteirões e/ou líderes de bilheteria, tais quais alguns longas citados no início desta matéria. Porém, é certo que “Resistência” figure na lista de “Melhores do Ano” no gênero Sci-fi.
Caso isso aconteça, então é preciso dizer que foi mais que merecido. Em sua trilha sonora é possível ouvir Aerosmith e Deep Purple.
Cotação: BOM
Redigido por Geovani “Gigio” Vieira.
Assista ao trailer:
E então, você já assistiu “Resistência”? Se não, essa é uma boa pedida para colocar na sua lista.
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Título original: The Creator
Data de estreia: 26 de setembro de 2023
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 135 minutos
Ficha Técnica:
Direção: Garreth Edwards
Elenco: John David Washington, Gemma Chan, Ken Watanabe, Sturgil Simpson, Madeleine Yuna Voyles, Allison Janney, Ralph Ineson, Marc Menchaca, Veronica Ngo.
