Durante uma entrevista ao Pânico da Jovem Pan, o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, abordou a questão da cultura woke e os artistas que se posicionam politicamente. Roger conta que não deixa de ouvir as bandas e artistas que sempre gostou, independente do espectro político dos seus integrantes. Vale observar que o Ultraje a Rigor ganhou muitos haters por conta do posicionamento de direita de Roger, sempre chamado pejorativamente de “rockeiro de direita”, ou “rockeiro reaça”.
Além disso, a seguinte questão entrou em discussão: “Ainda vai existir um músico que seja unânime?”
“Eu acho bobagem. Eu continuo gostando das coisas que eu gostava, independentemente do espectro político. Essa divisão foi forçada propositalmente, e essa unanimidade nunca existiu – nem com Beatles, nem com Roberto Carlos, de maneira geral nunca teve.
E assim, há pouco tempo, na época das eleições, as pessoas que não se posicionavam, eram forçadas a se posicionar, artistas, cantores e tal. Então o que eu acho, é que essa coisa do politicamente correto, o woke, vai cansar… Já está cansando. Já existe uma reação contra isso, então uma hora o pessoal vai cair na real e falar: ‘Meu, não é possível, eu não posso mais falar nada, não posso me mexer, não posso abrir a boca porque eu vou ofender algum grupo’. Isso vai cansar e as coisas vão voltar um pouco mais à normalidade. Mas… É caixa de Pandora, difícil voltar a ser exatamente como era.”

