Nostalgia: Um século de ‘Nosferatu’

Em 2022, é celebrado o centenário do filme original de 1922, “Nosferatu“, uma adaptação do romance “Drácula“, do autor irlandês Bram Stoker, de 1897.

Nosferatu estreou em 4 de março de 1922, no Marmorsaal do Jardim Zoológico de Berlim durante o Festival de Nosferatu.

O filme foi elogiado por sua iluminação, estilo visual e seu design agora atemporal do Conde Orlok.

No entanto, esposa de Bram Stoker, Florence Balcombe, entrou em uma disputa legal contra o filme, exingindo uma compensação financeira ao espólio do falecido marido, e além disso, pediu para que o negativo e todas as impressões do filme fossem destruídas. No decorrrer do processo, a Prana filme pediu falência.

Em 1925, Florence ganhou o processo e todas as cópias do filme tiveram de ser entregues, e segundo consta, a viúva de Bram Stoker jamais assistiu ao filme.

As cópias ficaram guardadas até a morte de Florence, e atualmente podem ser encontradas em versões restauradas.

A inspiração:

Embora o filme seja uma adaptação livre do romance de Bram Stoker, Drácula, a inspiração para o filme surgiu na Primeira Guerra Mundial. O ocultista  Albin Grau, que se tornaria o produtor de Nosferatu, afirmou que a ideia de fazer um filme de vampiros surgiu durante uma conversa que teve com um camponês sérvio. O camponês revelou à ele suas experiências com vampiros na Romênia, que eram chamados de “Nosferatu” naquela região.

No filme, ao invés de morcegos, a tradição dos vampiros foi ligada aos ratos, como é possível notar na cena do navio em que vários ratos são vistos do lado exterior do caixão do Conde Orlok, que inclusive tem a sua aparência similar à de um rato, com seus incisivos longos e pontiagudos, um nariz comprido e torto, orelhas enormes e unhas super longas que se assemelham às patinhas de um rato.

Há ainda a introdução da ideia de que um vampiro é morto pela luz do sol, ao contrário do que é visto no filme original do Drácula, em que o temido vampiro apenas fica fraco com a exposição ao sol; já em Nosferatu, o Conde Orlok termina sumindo em meio à uma nuvem de fumaça do sol.

No quadro “Nostalgia” de hoje, relembramos um pouquinho de um filmes mais icônicos de todos os tempos, que inspirou e continua inspirando incontáveis filmes de terror pelo mundo afora, e que está completando oficialmente um século de existência!

Veja também

Deixe seu comentário

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

PLAYLIST MM

Mais recentes

PUBLICIDADE
- PUBLICIDADE -