X – A Marca da Morte faz escolhas visualmente interessantes, como a tela dividida ao meio para contrastar a juventude e a velhice.
O filme reúne elementos necessários, desde sua ótima ambientação à crueldade, que tornam a experiência prazerosa, entregando uma produção estilosa e com boas atuações de todo o elenco.

Aos poucos vamos conhecendo as motivações dos personagens e a estranheza do local, quando finalmente o filme revela sua intenção.
Há uma belíssima e impactante análise sobre idadismo que paira sobre a trama principal. Reforçando a imagem de que idosos são criaturas repulsivas.

É recheado de clichês e ao mesmo tempo inovador em alguns pontos. O que mais prende a atenção é o cuidado nos detalhes e a construção de cenas que elevam a tensão com suspense. O diferencial do filme é a viagem no tempo. Foge da atualidade e busca no passado espaço para originalidade.
Retrata o apetite sexual, o sadismo e a perversão, transitando entre inocência e violência. E apesar da quebra de clímax em alguns momentos, consegue entreter com sua proposta sensual e brutal. Há criatividade, e a tensão funciona. É um bom filme para os amantes de slasher.
Redigido por: Julianne Lima
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