Yngwie Malmsteen, o virtuoso guitarrista sueco conhecido por sua velocidade alucinante e técnica impecável, não é apenas uma lenda do mundo da música, mas também um enigma quando se trata de seu temperamento. Reconhecido tanto por sua genialidade quanto por sua personalidade difícil, Malmsteen se tornou sinônimo de talento explosivo e comportamento exigente. Músicos e colaboradores frequentemente descrevem suas experiências de trabalho com ele como intensas e desafiadoras, refletindo o perfeccionismo implacável e a personalidade feroz que acompanham seu virtuosismo. Esta reputação de ser um “divo do metal” é parte integrante da mística que envolve Yngwie Malmsteen, fazendo com que cada interação com ele seja tão eletrizante e imprevisível quanto seus solos de guitarra.
Durante uma coletiva de imprensa no Hellfest no mês de junho, o músico foi questionado sobre como ele lida com a sua “má reputação”, e revelou que recebeu convite de duas bandas simultaneamente, mas preferiu a equipe de Graham Bonnet por considerar que Phil Mogg não estava organizado:
“Eu chamo o pessoal do Graham Bonnet. Eles não se chamavam Alcatrazz [ainda]. Não tinha nada definido. E eu disse, ‘É, eu topo. Duas condições: eu escrevo as músicas, e nós contratamos um novo baterista.’ Condições do primeiro dia e eu era só um moleque, e ele era um cara importante. Então, é assim que eu tenho feito a minha vida toda. Então eu escrevi todas as músicas, e eu decidi qual baterista nós teríamos…”
Yngwie Malmsteen acrescentou:
“Eu sempre fui assim. Eu sempre fui muito — chame de difícil, tanto faz. Chame do que quiser. Eu sei o que eu quero. Eu sei o que estou buscando, e eu não preciso de ninguém me dizendo o que fazer, e eu ainda estou aqui 40 anos depois.”
Para Malmsteen sua música precisa ser uma expressão real de si mesmo, conforme explicou a Loud TV:
“Então, basicamente, eu sou como um pintor ou um autor assim. Como um pintor, eu pinto metade da pintura e ligo para meu amigo, eu digo, ‘Ei, você pode vir terminar metade da minha pintura?’ Não. Eu não faço isso e é por isso que não tenho produtores. É por isso que não tenho co-escritores e assim por diante, porque quando eu tinha isso, toda vez eu saía infeliz e não ficava satisfeito com o resultado.”
Malmsteen concluiu dizendo que para ele, os vocalistas são apenas instrumentos, e ele também explicou isso:
“Eu só vivo uma vez, então o que eu quero deixar para trás, o que eu quero criar, o que eu quero colocar em discos, o que eu quero apresentar no palco é algo que é puramente minha expressão porque eu tenho muito dentro de mim. Eu quero a expressão pura de mim mesmo, não diluída por ter Elvis Presley na banda. A maioria dos cantores pensa que são Elvis Presley, eles não são. Eles são apenas mais um instrumento na minha orquestra.”
Assista a coletiva de imprensa com Malmsteen na íntegra:
