O crítico, jornalista e produtor musical, Régis Tadeu, foi entrevistado pelo Primo Pobre no seu canal de entrevistas Pobre Show, e respondeu à seguinte questão: é possível ganhar dinheiro com música no Brasil, sem ter que apelar para o sertanejo ou o funk?
Veja a resposta de Régis:
“Hoje não. Se a pessoa começar agora? Hoje não. Sem você investir um dinheiro… Muitas vezes tem gente que investe uma fortuna no próprio trabalho e não vira. Não vira porque a necessidade do mercado é outra. Por exemplo, existem artistas espetaculares na história do Brasil, que fazem um sucesso muito maior na Europa do que aqui.”
Além disso, Régis Tadeu falou sobre a ideia de que músicos bons aqui no Brasil acabam indo para a Europa e Estados Unidos, em busca de uma maior valorização:
“Não é isso também. Isso é um erro que as pessoas cometem de julgamento. Não é que você vai lá pra fora e as pessoas valorizam, é que lá fora você tem um circuito artístico que engloba estúdios, que engloba bares, que engloba casas noturnas… um circuito que você pode transitar perfeitamente, sendo remunerado sem você precisar ser uma Beyonce da vida. Sem você precisar ser um Ricky Martin. Então é diferente. É que lá a valorização ela se dá não apenas por aquilo que você pode apresentar, mas por aquilo que você pode representar dentro de um mercado, vamos chamar de ‘underground’, mas ok. Você tá entendendo?”
Assista a entrevista completa:
Recentemente, Régis Tadeu gravou um vídeo em que aborda uma notícia sobre uma Inteligência Artificial que foi contratada por uma gravadora (Universal Music Group) com fins de ser treinada para imitar cantores de seu próprio elenco:
