“O primeiro Rock In Rio deu um prejuízo enorme. Eu tinha 7 anos. Meu pai terminou de pagar a dívida quando eu tinha 16”, diz Roberta Medina

Durante uma entrevista ao Me poupe! Podcast, Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa responsável pelo Rock In Rio e pelo The Town, contou que a primeira edição do Rock In Rio em 1985, deu um prejuízo enorme.

Roberta é filha do empresário, publicitário e fundador do Rock In Rio, Roberto Medina.

“A primeira edição foi um desafio muito grande para a família porque deu um prejuízo enorme, então, apesar de todo o sucesso, para o meu pai foi muito pesado. Eu tinha sete anos na primeira edição, e quando ele terminou de pagar a dívida eu já tinha dezesseis, e já tinha passado a segunda, a segunda edição foi em 1991.

“Só que essa história só começou a ser contada lá na frente, porque a gente vem de uma geração aonde errar não é bonito, e graças a Deus evoluímos enquanto sociedade. A vulnerabilidade ainda está superficial, mas vai melhorar”, disse Roberta.

O primeiro Rock In Rio:

“No primeiro eu não entendi nada, estive lá dois dias, no segundo que eu assisti, eu vi algumas coisas não muito legais, em termos de falta de palavra, falta de comprometimento. Eu acabei vivendo coisas que não eram a parte bonita da história. Em conclusão: eu não gostava do Rock In Rio…

“Até os meus 20 anos, por conta do Rodolfo [irmão de Roberta] falou, ‘Vamos fazer de novo’. Eu pensava, ‘gente, como é possível? Como você que fazer isso de novo?’ Eu não consigo entender o porquê ele queria fazer esse troço de novo.

“Quando se concretiza a ideia de fazer a edição que era para ser em 2000 e acabou sendo em 2001, o Roberto me convida. Eu já tinha começado a trabalhar antes com produção de eventos, mas, curiosamente, eu me apaixonei por acaso, tive a oportunidade trabalhar no Barra Shopping num evento da Disney, e me apaixonei por fazer eventos.

“Então eu fui fazer a terceira edição, mas ele só me convenceu quando ele me traz a proposta de que era para usar a plataforma midiática do festival para dar voz às causas sociais que não tinham tanta atenção naquela época.”

Confira a entrevista completa abaixo:

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