Ratos de Porão: “faltava um aninho para eles virarem milionários do metal, mas o Max saiu da banda”, diz João Gordo sobre o Sepultura

Relembre a entrevista concedida por João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, ao G1, onde ele recordou o seu primeiro contato o Sepultura, que, segundo ele, seria do tamanho do Metallica se Max Cavalera não tivesse deixado a banda.

“Eu lembro a primeira vez que ouvi o Sepultura que eu achei uma bosta. Aquele Bestial Devastation, muito tosco, muito ruim. Eu achava uma porcaria.

“E aí uma vez eu fui para BH em 86, e estava tocando Venom, foi o meu primeiro show do Venom… Era Venom e Exciter e quem estava abrindo para eles era o Sepultura. Eu estava em HB, abri o jornal Folha de Minas e tinha matéria do Sepultura, do Max falando que a melhor banda do Brasil era Ratos de Porão.

“Eu falei: ‘Bom, já que ele acha a minha banda a melhor do Brasil, ele vai me dar um backstage para mim assistir o show na faixa hoje’ [ risos] E aí eu fui na Cogumelo Records, pedi o telefone, liguei para a casa do Paulo… Eles estavam ensaiando, eu eu fui lá. Eram todos garotinhos, o Iggor devia ter 14, 15 anos, o Max 16, eles todos rasgados, achei sensacional.

“Era uma cena muito underground, quase punk, só que de Death Metal, isso em 86. Não tinha nem Morbid Angel ainda, aquele Death, era tudo umas demos que os caras escutavam. Muito troo, muito underground.”

A saída de Max Cavalera:

“Ficou uma irmandade ali um bom tempo. Eu vi eles fazerem o Beneath The Remains, e o Arise eu meio que participei da composição do Arise, a gente ensaiava no mesmo estúdio no Quorum, no bairro das Perdizes, e eles ficavam ensaiando e eu dava palpite… Sabe? Foi bem legal essa época, era bem intenso. A época pré-sucesso. O Sepultura quase chegou a virar um Metallica, só não virou porque o Max saiu da banda. Faltava tipo, um aninho para eles virarem milionários do metal.”

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