Rock In Rio: “quero que os festivais sejam cada vez mais inclusivos”, diz Roberta Medina

O Rock In Rio 2024 mal acabou e já deixou muita gente… Feliz! Para bem ou para mal… A edição deste ano recebeu muitas críticas pela baixíssima qualidade, para dizer o mínimo, dos artistas que se apresentaram no festival. Houve ainda muitas queixas por parte da comunidade do rock que se sentiu praticamente excluída pela quase inexistente presença de bandas de renome mundial.

Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, empresa que criou e organiza o festival, revelou quais são os planos para o futuro do evento durante uma nova entrevista à ECOA. Vale lembrar que a próxima edição já está confirmada para 2026.

Além de metas estabelecidas para 2030 alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, o Rock In Rio se uniu a ESG (Environmental, Social and Governance), cujo termo, na tradução para o português, envolve melhores práticas ambientais, sociais e de governança dentro de organizações.

O evento abraçou a agenda verde e agora prepara um show inédito em um palco flutuante, no rio Guamá, no Pará, visando atrair a atenção do mundo para a COP 30 que está programada para acontecer em 2025, no Brasil.

Roberta Medina respondeu às seguintes questões:

Qual é o principal foco dos festivais neste momento?

“São várias as preocupações, mas eu quero que os festivais sejam cada vez mais inclusivos. Nosso papel é trazer as pessoas que não poderiam chegar aqui por diversas razões.”

Qual o balanço desta última edição do Rock In Rio que terminou agora?

“Ainda não tenho números finais, mas temos um feedback emocionante de acessibilidade e inclusão. O público está cada vez mais diverso. Foi um evento de paz, onde milhares de pessoas se reuniram num espaço de segurança, todos foram acolhidos, não importa raça, religião, política. Aquele ambiente mostrou que isso é possível. E terminamos a edição iniciando um novo ciclo com os holofotes para a Amazônia.”

Teremos um Rock In Amazônia?

“Não. Teremos um show flutuante, no rio Guamá, seguido de um documentário. Na verdade, o show é só uma desculpa para chamar a atenção do público para as pessoas que fazem a floresta ficar de pé e como ela é potente assim. E será um esquenta para a COP 30, de Belém. Vamos usar o poder de mobilização de Rock in Rio e The Town para atrair os olhares para esta causa tão importante. A música tem esta capacidade.”

Gerardo Santos / Global Imagens

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