O baterista Ricardo Confessori (Angra, Shaman), participou de um novo episódio do Ibagenscast e, ao ser questionado se ainda pretende tocar as músicas de suas antigas bandas em uma futura turnê solo, Ricardo Confessori respondeu:
“Não. A ideia é não tocar essa parte da carreira. Essa parte da carreira já tem muita gente fazendo isso, está ficando uma coisa sem graça, pra ser bem sincero. Outro dia, eu estava contando, eu contei oito pessoas que vivem de tocar as mesmas músicas. Oito artistas diferentes.
Isso não é bom. A gente está precisando de música nova, não de as mesmas pessoas mamando na mesma teta, vamos falar o português claro aqui.
E claro que é muito mais difícil você… São músicas tremendamente boas, você bater isso, não é fácil. Tanto do Angra quanto do Shaman. Mas, a gente vai tentar e é o que eu estou querendo fazer. A ideia é assim… Lógico, tocar uma, né? Tocar uma Lisbon para a galera matar a saudade. Mas a ideia é ter mais músicas minhas, covers que cada um da banda gosta, sem ser um tributo ao meu passado, até porque já deu isso aí. Foram trinta anos de André Matos, e ele já não está mais aqui. Então eu acho que já deu. Para mim, deu.”
“Não quero ficar preso ao passado”
Ele acrescentou depois:
“Só um adendo, eu sei que muita gente vai falar assim, ‘Pô, mais que coisa! Eu queria ver ele tocando as músicas antigas’, e eu acho que a princípio pode rolar um sentimento assim. Só que tem um outro lado também, de ficar preso ao passado, então nesse momento, não. É isso que eu quero dizer, nesse momento, não. Diferentemente de outros artistas, por exemplo, o Edu Falaschi que saiu sendo Angra, né? Segundo Angra, vamos dizer assim, tocando discos inteiros do Angra… Cara, deu certo para ele, mas é uma coisa que eu não quero fazer, e eu quero ser lembrado inclusive por não fazer, nesse primeiro momento. É verdade.”
